Banco BV

Home do app e white label

Reprovei com dados a home anterior e propus uma lógica orientada ao que o cliente está fazendo, não ao produto.

Período
2021–2023
Papel
Product Designer
Segmento
Financeiro
Os designers achavam que ninguém gosta de receber mensagem de banco. Fiz uma pesquisa para testar essa hipótese e descobri o motivo: a gente só mandava propaganda.

Contexto

O white label era para os produtos internos do banco. Como o app se comporta se o cliente só tem financiamento de veículo? Ou só o serviço da Solar? Quais outros serviços ele pode ter, quais ele precisa ter, e o que acontece conforme ele contrata mais produtos? A ideia era que a experiência continuasse a mesma independente da quantidade de produtos e serviços contratados. Coincidentemente, o mesmo racional do cockpit de atendimento.

O que eu encontrei

Trabalhando com a UX/UI Designer do meu time, vimos que não existia regra clara de como a home funcionava depois do primeiro corte da tela. Tinha cabeçalho, carrossel principal, micro cards de ação rápida, e dali para baixo o app virava uma tripa de banners de marketing. Os cards de acesso rápido a gente seria proibido de usar quando o cliente decidisse abrir conta ou pegar cartão.

Em paralelo, dando apoio a uma colega que precisava resolver as mensagens de erro do app, percebi que a mensageria era ignorada. Os designers achavam que ninguém gosta de receber mensagem de banco. Fiz uma pesquisa para testar essa hipótese e descobri o motivo: a gente só mandava propaganda.

O que eu propus

Reprovei com dados a solução anterior, que não era conversível em white label, e desenhei outra lógica:

  • Mensageria em destaque, em vez de escondida, mas só com mensagem resolutiva: lembrar de um boleto que vence, sugerir uma ação importante dentro do app, orientar a investir um valor parado na conta. Marketing só depois que o usuário está usando e curtindo, e sempre complementar ao que ele está fazendo.
  • Hierarquia focada no que o usuário está fazendo ou querendo naquele momento, independente de produto, em vez do "guarda-chuva" por produto que o banco queria.
  • Acessos rápidos inteligentes, com os itens que o usuário mais usa em evidência.
  • Estados zero no lugar dos banners: primeiro cartão, depois financiamento, depois investimento, para o cliente ver o que existe.
  • Uma área de micro-artigos com micro-aprendizados, porque a pesquisa mostrou que a nossa principal persona não era lucrativa por não entender financiamento e investimento.
  • Banner promocional por último.

Resultado

A tese de que o modelo anterior não servia foi aceita como diretriz. Outro time assumiu a evolução, e eu deixei claro desde o início que, numa instituição desse tamanho, isso não muda de uma hora para outra: precisa de análise aprofundada e validação em etapas.

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